Pense antes de gastar. Recicle, reuse, reinvente. Doe o que não usa mais. Tente viver com menos. Gaste menos: dinheiro, luz, água, combustível. Diminua o tamanho do lixo que produz. Prefira produtos ecológicos. Adote o pensamento verde. Use a criatividade.



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sábado, 3 de setembro de 2011

A história das coisas...

A primeira vez que ouvi falar sobre este vídeo, foi através do meu amigo Pujol. Ele colocou no FB a versão original, em inglês. Sim, eu confesso. Meu inglês é sofrível, mal dá para me comunicar em situação de emergência. Então, não dei a ele o verdadeiro valor.
Aí, fui na consulta com meu médico de família, que eu AMO, o dr. Sérgio. Prá quem não sabe o que é um "médico de família", a CASSI explica. Ele é daqueles profissionais da saúde que abundavam na época do meu avô e que são raros hoje em dia: os que se importam. Os que olham para o paciente e enxergam ali um ser humano. Ele é daqueles médicos que conversam com você, escutam o que você diz (e o que você não diz) e analisam você como pessoa, como um todo, não apenas "mais um". E faz parte daqueles que acreditam que a alma tem que ser cuidada também.
E contei pra ele do meu compromisso. E do blog. E ele me falou sobre este vídeo, e sobre outro, muito interessante (espanhol) que fala de obsolescência (este vídeo aqui também aborda), aí fui procurá-los, e hoje partilho o primeiro com vocês.
Talvez vocês já o tenham visto. Se não viram, vale a pena!!! Sério. São pouco mais de vinte minutos (tá, eu sei, eu sei, VINTE MINUTOS???, mas é muito bom, mesmo) que nos fazem pensar bastante.
Um bom sábado para todos!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sustentabilidade

Na verdade eu nem ia postar hoje.
Mas perdi o sono por razões que não cabem aqui, e resolvi dar o ar da minha graça.
Pessoas, fui hoje ao Mueller assistir "Planeta dos Macacos" - adorei. Sem contar que na segunda feira a entrada é apenas sete dinheiros, e a meia três dinheiros e meio; o horário das 18:30 é super tranquilo, foi ótimo! E ainda tive a companhia deliciosa da Grazi.
E o shopping está com uma mostra de design, acessibilidade e sustentabilidade... na verdade, quando vi a propaganda, pensei que seria melhor, sei lá, tivesse mais coisas... mesmo assim, trouxe algumas fotos de coisas que gostei e vou dividir com vocês:

Pufe feito de cédulas recicladas...
vê ali o valorzinho que foi gasto com ele???


Mesa feita com tambor de máquina de lavar... não ficou lindo?
 M
Aqui ao lado um sofá lindoooooooo de palletes,
com estofado de lona de caminhão,
e ao fundo uma estante lindalindalinda de caixas de mercado...
e viu o relógio de disco de vinil, que fofo???

Cúpula feita de papel artesanal... show de bola!!!

Luminárias de pvc...
O encosto do sofá é feito de batedores de roupa em madeira...
não ficou lindo pintado assim de vermelho???
A base deste aparador foi feita de caixotes de madeira pintados
de preto, amarrados por um cinto de couro...
não ficou lindo?

sábado, 27 de agosto de 2011

Mudando na última hora!!!

Estava com o texto de hoje pronto, mandei via email do trabalho, escrevi ontem no meu horário de almoço, falando sobre médicos de família, obsolescência e tals, aí, antes de postar resolvi visitar alguns blogs que sigo, e putz! Se até conversando eu me perco em caminhos e desvios do meu pensamento e imaginação, imagina viajando pela net o que acontece??? Poizé. Resolvi guardar o post já pronto pra um outro momento e deixar aqui meus pensamentos de agora:
1. Vi, aqui do ladinho, o favicon personalizado do FiqueRicoDiariamente e do UmAnoSemCompras. Foi o que bastou, também quero um! E na busca por imagens pra construir o meu, encontrei dois sites muito interessantes de Portugal, o MeuMundoBlog e o  StyleeStuff, que se engajaram no projeto "um mês sem compras", inspirado na Jojo. Achei muito legal porque ela também foi minha inspiração inicial, como conto aqui. E resolvi compartilhar com vocês, muitas das quais se encontram no mesmo desafio que eu. O mais interessante, vocês verão, é um comentário num dos blogs sobre "não comprar ser mau para o país", onde a pessoa que comenta concita as outras a aderirem ao movimento 560, ou seja, comprar apenas produtos portugueses. Não vou divagar mais aqui sobre isto, até para não me tornar cansativa, mas achei interessante citar e despertar para conhecimento/análise/crítica.
2. Na história de viajar por outros blogs, descobri a Cris, e já linquei aí do lado. Eu, particularmente, acho muito legal quando encontro outras pessoas em desafios pessoais, principalmente quando são semelhantes ao meu - parece até que encontrei um velho amigo que não via há muito tempo! Tá, eu sei, isto faz parte desta minha personalidade meio esquizofrenicamentedeslumbrada, mas taí, eu sou assim, não vou mudar e aos 47 já passa da hora de me aceitar (e me amar!) assim, e viver a "dor e a delícia de ser o que sou", eterna aprendiz, em constante fascínio com a idiossincrasia e o encanto das pessoas, a diversidade e a magia da vida, e todas as possibilidades que o universo oferece.
3. E o meu favicon, feito no impulso e as pressas (um dia aprendo a arte e o dom da paciência, disto não desisti), ficou assim (mas ainda pode mudar - provavelmente vai mudar!):

E agora, pessoas lindas, eu vou fazer algo que não encontrei ainda alguém que faça por mim: faxina!
Porque mais tarde tem Imagem & Ação, pizza e cerveja com uma turma do bem que conheço há pouco tempo mas já mora no meu coração!!!!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Compartilhando

Estou lendo o livro "Organize-se num minuto", emprestado pela Marina.
Quero compartilhar a página 208 com vocês.


Há também um texto extremamente interessante no Mulher 7x7 que fala sobre nossa "escravidão" dos supérfluos. Eu, se fosse você, ia lá ler - vale muito a pena.

sábado, 9 de julho de 2011

DIA 62 - GASTE MENOS E SEJA FELIZ - PARTE II

Como gastar menos e ser feliz se o meu cérebro entende que comprar é algo prazeroso, consequentemente algo que me faz feliz? Se não comprar (raciocínio lógico) fico infeliz! Mais ou menos, pessoas, mais ou menos.
A questão não é deixar de comprar radicalmente, e pronto. É encarar o consumo dentro do contexto real de necessidade – não dá pra viver sem comprar nada, a não ser um ou outro idealista excêntrico (maluco?) que se proponha a isto. Precisamos comprar desde as coisas mais básicas para nossa sobrevivência: papel higiênico (quem teve o privilégio de passar parte da infância em fazenda sabe que dor de barriga no lugar errado pode ser complicado, não sabe??); escova de dentes, sabão, arroz, feijão e por aí afora até os não tão básicos assim, mas que fazem a felicidade do nosso corpinho: biscoitos, chocolate, creme hidratante, perfumes, sapatos, um tapete fofo... isto sem falar naqueles que por vezes não são necessários pro corpo mas fazem bem pra alma. Gente, fala sério, dá pra viver com a alma faminta? Não, claro que não. Cinema, livros, música, um belo quadro. O necessário é identificar nossos desejos e classificá-los corretamente por níveis de necessidade, buscando atendê-los na medida do possível, sem com isto nos escravizarmos ao consumo, tornando-nos compulsivos. Não preconizo a frugalidade total e absoluta, que fique bem claro – até porque eu seria uma das últimas pessoas a conseguir isto (adoro coisinhas cuti!), mas a necessidade de repensar o que consumimos, o que compramos, o que tornamos obsoleto sem necessidade.
O que acontece é que, com a globalização e a facilidade da comunicação, passamos a ter acesso à informações que antes desconhecíamos, e nossa curiosidade e vontade são instigadas a todo momento, despertando desejos e necessidades que antes não existiam. Quer ver um exemplo fácil?
Sou muito fresca para comidas, não como rins, fígado ou qualquer outra coisa que lembre vísceras animais – mas amo cozinhar, e experimentar novos sabores – ainda que não se tornem habituais no meu cotidiano. Nuncantesjamais tinha ouvido falar em “Flor de Sal”. Um dia vi uma reportagem falando sobre: “...diz a lenda que a flor de sal começou a ser extraída pelos celtas no início da Era Cristã. Em tempos modernos, os franceses são os responsáveis pela disseminação --em restaurantes de alta gastronomia, vale ressaltar-- desses delicados cristais de textura crocante e sabor que lembra violeta...”. As palavras “celtas, franceses, delicados, cristais, textura, crocante, sabor” todas 'juntas reunidas' num parágrafo só definindo 'Flor de Sal' funcionaram como neon amarelo limão numa noite sem lua e estrelas, me atraindo irremediavelmente e despertando a premente necessidade de saber mais, e conhecer, e experimentar a tal flor, que na verdade é apenas um tempero. Algo de que eu nunca ouvira falar se tornou assim algo de urgente necessidade, percebem? Sei que muitas pessoas leram o mesmo artigo e nem tchuns. Estas pessoas, por sua vez, poderiam sentir-se da mesma forma sobre um novo tênis de corrida, um novo creme hidratante, um novo aparelho eletrônico – ou bols, como conta a Nina Horta neste post do seu blogue na Folha. Ou outra coisa qualquer que mexa com seu imaginário e sua história.
O que eu quero dizer é que nosso modo de vida, nossa história, o meio onde convivemos, a mídia, nossos amigos, as redes sociais, tudo age sobre nós, influencia o nosso conceito de necessário e indispensável e impulsiona nosso comportamento consumista. Tudo grita “compre, compre, compre!!! Consuma, consuma, consuma!!!”. Cabe a nós não nos submetermos a este apelo global. Como? Alguns passos que podem ajudar – vou elencá-los aqui num próximo post, mas podemos começar anotando, diariamente, TUDO o que compramos. Seja no cartão, no cheque, no vale alimentação, em espécie. É importante que, ao final de uma semana, possamos saber exatamente tudo o que adquirimos no decorrer daquele período. E ao final de um mês juntamos as listas das quatro semanas anteriores, o que vai nos dar a dimensão do que consumimos no mês. E pode acreditar, analisando com carinho a lista final, perceberemos que compramos desnecessariamente grande número de coisas – a partir daí, SE tivermos o desejo real de mudar, passamos para o próximo passo. Mas isto, meus amigos, é uma outra história porque este post aqui já se estendeu muito além do que eu queria!
Bons tempos a todos!

Estou resgatando partes de um graaaaande texto reflexivo que fiz no dia em que li o texto da Marcia Tolotti, e postando em partes. Esta é uma delas. Acredito, sim, que podemos ser felizes gastando menos - e conscientemente.

terça-feira, 5 de julho de 2011

DIA 56 - Quando o universo conspira...

Algo curioso é que certas coisas acontecem despercebidas no nosso cotidiano, até que, por algum motivo, nos despertam a atenção. Pronto, parece que tudo leva àquilo. Sabe, tipo a brincadeira do fusca azul? Ou então quando uma amiga conta que vai ter um filho, e você curte isto, às vezes até pensa em também ter um bebê, e de repente as grávidas pululam de todos os lados, em todos os momentos? E as coisinhas cuti de bebês que antes você nem notava saltam aos olhos, parece que o universo conspira para que aquele assunto seja presente e parte do seu dia a dia?


Pois é assim que estou me sentindo.
Comecei o blog como um diário (sou daquelas que sempre escreveram um, ainda que não na sua forma tradicional), e minha intenção inicial era apenas “não comprar por um ano”. O detonador disto? A repentina consciência de minha compulsão por compras, comprinhas e afins. Percebi aos poucos que esta atitude tinha também a ver com minha preocupação, muito anterior, com sustentabilidade (cheguei ao cúmulo, uma vez, de contar quantas garrafinhas pet eu produzia sozinha numa semana e juro, me assustei), reaproveitamento, reciclagem. E ainda com o meu “endividamento” eterno, sempre com parcelas a vencer (cartões!). E vi, nesta decisão impulsiva uma chance de melhorar algumas coisas, a começar por mim.
Acho que tenho algum tipo de déficit de atenção, ou de concentração. No decorrer do dia vem e vão várias ideias na cabeça, algumas que me parecem fantásticas, outras nem tanto, mas muito boas e todas, sem exceção, me despertam o desejo de partilhar - variações sobre os mesmos tema: consumo, economia e sustentabilidade. Cada ideia sugere um novo post, a ser desdobrado e redesdobrado – mas aí me perco, e quando sento pra colocar no papel, elas se foram.


Este texto, por exemplo, comecei pensando em algumas coisas que saltaram no meu colo hoje:
1. O artigo na Marie Claire deste mês, feito pela Vivienne Westwood, que fala de reaproveitamento, reutilização, reciclagem na moda. Percebem??? SUSTENTABILIDADE está na moda, sim. Cabe a nós não deixar que seja apenas uma onda, esta é uma moda a aderir e adotar como estilo de vida - pelo bem do planeta, pelo futuro dos nossos filhos (no meu caso, dos netos que ainda não tenho) e pelo nosso próprio bem estar;
2. O comentário da Marina contando sobre Oniomania... Gente, compra compulsiva tem nome, sim! E como toda compulsão, pode (deve?) ser tratada;
3. A descoberta de dois blogs sobre educação financeira (acho que isto devia constar do currículo escolar!!!) com um post sobre o endividamento das famílias brasileiras: o "fique rico diariamente" e o "valorize seu dinheiro";


4. Uma matéria muito boa sobre consumo consciente que me enviaram por email e, finalmente,

5. Um email que me fez chorar. E me fez sentir pequenininha. E reforçou mais ainda meu desejo de me tornar uma pessoa melhor.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Gaste menos e seja feliz!

É muito interessante que este meu desafio traz uma nova visão global à tudo, e por vezes matérias que passariam despercebidas agora saltam aos olhos. Assim foi com o artigo que li nesta semana, na revista Viver Curitiba, escrito pela Marcia Tolotti, psicanalista, que há algum tempo se dedica também à estudar a questão do consumo desenfreado e desnecessário.



Ela responde uma pergunta que muitas pessoas me fazem: comprar é uma terapia? Pode viciar? Sim, para as duas perguntas. Como assim??? Tati, que é bióloga, explica com outras palavras: tudo o que nos dá prazer inunda nosso cerébro de dopamina. E o que é esta tal de dopamina???  Mais conhecida como neurotransmissor do prazer, é a precursora da adrenalina e da noradrenalina, responsáveis pela sensação "boa" de saciedade e felicidade. Na verdade, tudo o que nos dá prazer (chocolate, sexo, compras, ...) estimula a liberação de dopamina, e traz a sensação do prazer. E vicia, sim. Quando estivermos tristes, incompletas, insatisfeitas e sentimentos afins, nosso cérebro vai lembrar dessa sensação boa de felicidade momentânea, e vamos ansiar por senti-la novamente.



Outro aspecto interessante abordado por ela é que acabamos relacionando esta sensação de uma maneira mais ampla em nossa vida, acreditando que a felicidade pode ser comprada - e aos poucos, com a descoberta de que isto não é verdade, a sensação de frustração também aumenta. Ipsis literis, ela escreve: "para cada insatisfação, uma saciedade ao alcance da mão - melhor dizendo, ao alcance do cartão." O que acaba, por outro lado, levando à um cenário bastante ruim, que inclusive está sendo discutido neste momento no Bom Dia, Paraná: o endividamento do brasileiro está aumentando.


- Não consumir por consumir; analisar a real necessidade de compras - esta é a postura aconselhada pelo especialista. Ajuda ao meio ambiente, ao nosso bolso, ao nosso coração. Devemos lembrar que o mais importante não tem preço, e que nossa diversão, nosso prazer, nossa meta de vida pode e deve ser muito maior do que simplesmente "compra". 


*Este texto foi escrito ontem, e o blogger deu tilt. A pessoa que escreve não salvou no word, e perdeu todo o conteúdo escrito, que estava muito mais divertido e profundo. Preciso aprender a escrever primeiro no word para depois publicar!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sobre moda e modismos

"O povo tem que entender que SUSTENTABILIDADE não é moda!"



Um colega postou este comentário no site interno do trabalho. A única pessoa que tinha comentado algo sobre sustentabilidade (tínhamos que opinar sobre um tema para a próxima edição de nossa revista corporativa, escolher entre "eventos" e "brechós") era eu. Senti como se aquele comentário fosse pra mim, como se minha preocupação com sustentabilidade fosse apenas "uma onda". A vontade que tive foi de retrucar dizendo que não se pode julgar sem conhecer... mas achei melhor não 'causar'. Pra quê dar ibope? Fiquei na minha, mas remoendo aqui na cachola minhas caraminholas...  primeiro que, pra escolher foi ph%$#!!!! Logo euzinha, que adoroamo eventos, trabalhei anos com isto, não abandonei nuncajamais. E que sou viciada em brechós, sebos, amoadoro o cheiro de coisas usadas, imaginar as histórias que trazem e as possibilidades ocultas em si. Mas tudo bem, fui lá e opinei que, na realidade da empresa a matéria sobre eventos seria muito mais adequada no momento, mas que eu adoraria uma matéria sobre brechós, por estar no meu ano sabático e ter a ver com reutilizar, reaproveitar, reciclar... aí a pessoinha que não me conhece vai lá e fala esse "abiçurdo" aí de cima. Putz, "abiçurdo" sim, porque absurdo apenas não refletiria como me senti na hora, viu?
Eu separo o lixo, eu guardo vidros/embalagens/caixas para reutilizar, eu customizo roupas, eu pratico carona solidária, eu reformo móveis, eu evito descartáveis (criei meus filhos com fraldas de pano!), eu sou a 'ecochata' no trabalho, caramba!!! E isto não é de hoje, ou de ontem. É de muito tempo. Não sou perfeita, não sou o melhor ou maior exemplo de bons hábitos mas cacilda, eu tento!!! Eu faço o pouquinho que consigo, que posso, e sei que o meu pouquinho faz, sim, diferença. O meu pouquinho com o pouquinho de cada um vira muitão, tantão. E se estou num "ano sabático" é por vários motivos, e nenhum deles é "moda". Estou tentando dominar minha compulsão por compras desnecessárias, supérfluas. Estou tentando sanear minhas finanças. Estou tentando me tornar uma pessoa melhor. E por isto mesmo vou terminar de postar aqui e vou ao banheiro: minha mãe sempre disse que a raiva sai no xixi. Se bem que nesta altura já não resta muita coisa pra sair, metabolizo as coisas ruins com relativa facilidade. 

=)

P.S. sim, eu sei. Nem era pra tanto. Mas tem coisas que mexem comigo sem explicação, e esta foi uma delas. E eu tinha que postar hoje, e a indignação tinha sugado toda minha inspiração... então resolvi falar sobre.

=)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Aventuras de uma semcartão nas terras do shopping

Antes de começar o post fui ao Michaelis conferir o significado da palavra que usamos muitas vezes sem tanta propriedade, masoquismo.
"2 por ext O que parece procurar sofrimentos físicos ou morais, como autopunição a ato de que seja culpado ou se julgue culpado."
Pois, pois. Amanhã é aniversário de uma colega de trabalho, e temos uma caixinha para comprar presentes de aniversariantes do mês, e lá fomos nós ao Mueller comprar o presente dela, eu, Andrey e Nei. Já comentei aqui que praticamos o transporte solidário, então tínhamos que ir os três.
Posso falar? Foi uma experiência torturante - e fascinante. 
Primeiro, porque os meninos são uma delícia de pessoas, a maior paciência pra andar, olhar, opinar. Fomos de cara à Cia da Roupa, onde a aniversariante é cliente assídua. Gostamos de muitas coisas, algumas além do que podíamos pagar, outras aquém do que desejávamos, mas não chegamos a um consenso. Gente, umas lojas ótimas, coisas lindas, e esta pessoa aqui que não pode comprar quase surtando!!!! Fomos à Osmose, e compramos um lenço maravilhoso. Dali fomos à Tuteti, ah, God! De verdade? Foi o pior de todos os piores que eu podia imaginar! Lá tem coisas e coisinhas que eu piro, lenços, cachecóis, chapéus, boinas, luvas, acessórios, sapatos, aaaaaaaffffffffffffffff!!!! O Andrey só dizia "olha o foco, Lu, olha o foco!". Contei a história de "um ano sem compras" pras vendedoras, que adoraram a idéia mas me acharam muito corajosa. E compramos uma luva linda. Foi bem legal, viu? Dali fomos até a Balonê, onde terminamos as compras, como um broche dourado lindo, lindo.
Pensa que acabou? Não, não acabou, o pior está por vir.
Saindo da Balonê, dois carros da Citroen expostos: o C4 e o C3 Picasso vermelho. Gentemmmmmmm!!!! Pára tudo!!!! Quem me conhece sabe que não sou muito ligada a carros. Minha lista dos desejos em questão de carros é bem pitoresca: adoro o Beetle (amarelo), o Twingo (acho muito fofo!), o KA (modelo antigo), o Crossfox (amarelo), o Smart, o Mini Cooper, o Pt Cruiser, o 500, o Kia Soul... e hoje, uau, me apaixonei pelo C3 Picasso, fala sério! É lindo, confortável, alto, ai, ai... tá, chega.
Subindo as escadas estávamos a caminho da saída, o Andrey disse "ah, gente, eu preciso ver o ipad...". Entramos na a2you, e eu que não sou muito de novidades tecnológicas, fiquei babando, fala sério! O ipad entrou na minha lista de desejos... pra sabe Deus quando.
De dentro da a2you enxergo, do outro lado, "o melhor bolo de chocolate do mundo". Vocês sabem pessoas, adooooooro essas sacadas diferentes. É, é o nome da loja. E sim, é muuuuuuuuuuuuuuuuuito bom. Nossa, uau! E muito caro também, fala sério. Acabado? Não, não. Na saída passamos justamente onde? No corredor das revistas, affff!!!! E afffffff de novo, ai, ai, difícil, viu?
...
O que pensei que seria fantástico, aproveitar a oportunidade de usar a verba da equipe e dar vazão ao desejo reprimido de comprar foi, na verdade, uma experiência dolorosa. Não, definitivamente não sou masoquista. Doravante, prefiro repetir o menos possível.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Paradoxos cotidianos

Eu tinha dezessete anos, e acabara de receber meu primeiro salário  como “auxiliar de analista de crédito”, na Riachuelo.
Saí da loja ao sol do meio dia na Avenida Brasil, em Foz, dona do mundo. Meu primeiro ordenado, nossa! Dinheiro ganho por mim! Olhei pra direita, olhei pra esquerda traçando rotas. Depositar e guardar o dinheiro não passou nem de longe pela minha cabeça, claro. Aproveitei o horário de almoço e gastei todo. Ou quase todo. Com presentes. Comprei presentes para meu pai, minha mãe, meus irmãos. E óbvio, para mim.
Lembrei esta história ao ler, no site da Previ, sobre educação financeira. O relato de um colega aposentado me fez refletir todo o dia sobre a relação que tenho com o dinheiro, com poupar, com comprar. O que, na verdade, significa poupar pra mim. E comprar.
Não, ainda não sei, não cheguei a uma conclusão e, definitivamente, tenho medo de chegar. Gosto de montão de comprar, não é novidade. Mas não gosto de comprar apenas pra mim, é fato. Amoamoamo comprar presentes, amo presentear as pessoas, mesmo sem motivo (gostar não é motivo? Encontrar algo que é a cara da pessoa, náo é motivo? Mostrar que pensou na pessoa não é motivo?). Mas até que ponto gosto de presentear e até que ponto gosto do ato de adquirir algo bonito, agradável, eticétera e tal? Ainda não sei, também. Ou melhor, sei, sim. GOSTO DE PRESENTEAR. Tanto que os melhores presentes que dei na vida tinham pouco de dinheiro e muito de mim. Lembrei agora, particularmente, de um presente que fiz pra minhamiga Claudia Wilsen: escolhi a dedo, durante vários dias, textos que gosto, que me tocam, textos que escrevi, de outros autores, frases, poemas. Formatei-os como livro, imprimi, mandei na gráfica cortar, providenciei uma capa linda com papel estampado (meus dotes não alcançam o design), mandei encadernar e voilá: ficou show. Da mesma forma, ano passado Cloé fez sessenta anos, e eu queria um presente especial. Bordei uma almofadinha de pescoço, linda e delicada em tons de rosa, com seu nome. Fiz um scrapp com um poema lindo da Lya Luft e fotos suas que
amo. Montei tudo numa cesta com pequenas delicadezas, como chás, torrões de açucar, um casal caipira (seu aniversário cai no dia de São João) segurando uma faixa de felicidades (o casal eu já tinha de outros “são joões”). Amei o resultado, e acredito que ela também tenha gostado. De onde concluo que o comprar não tem nada a ver com o presentear em si. Respondendo à pergunta de Marina, sim, comprar é uma terapia. Deliciosa, aliás. Mas pode também se tornar um vício quando acontece apenas pelo consumo - um vício horrível e devastador! Aff!!!! Mas voltando ao princípio do post, e ao texto que citei, acredito que muito de nossa relação com o dinheiro/consumo tem a ver com a educação financeira – inúmeras vezes nossos pais (ou nós mesmos com nossos filhos) erramos ao “facilitar” a vida, dar “tudo o que se pode”.
Nem sempre aprendemos assim, e aí nos perdemos no caminho, sendo facilmente uma “Becky Bloom” - e a recuperação de uma relação saudável com consumo nem sempre é roteiro de filme, com final feliz.
Então, pessoas lindas que me dão a honra de sua atenção, resumindo: não tem sido fácil. Nem um pouco, as tentações estão em todo lugar. Mas de verdade? Não tem sido tão difícil assim.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Enquanto meu template não chega...

...brinco de mudar a cara do blog.
Mas sabe que isto é uma coisa que tenho desde que me entendo por gente? Quando adolescente ganhei um quarto só pra mim (privilégio de uma irmã mais velha com dois irmãos homens - Tati chegou muito mais tarde, eu já não morava mais em casa), adorava brincar de decoração. Não, eu não tinha dinheiro à disposição, mas tinha muita criatividade e inquietude. Trocava os móveis de lugar, colava cartazes, posteres... lembro de um ano em que o coelhinho da páscoa foi particularmente generoso conosco, e que guardei todos (todos mesmo!) papéis dos bombons e chocolates e ovos... e depois fiz lacinho com todos eles (sabe aquele lacinho que a gente faz enrolando o papel e dando um nó, bem simples? Aquele mesmo!) e colei em todas as paredes do quarto, inclusive no teto. Ficou meio bizarro, mas eu achava lindo! E mais lindo ainda mamãe e papai não implicarem com isto.   =)
Depois, já casada e com filhos, o pai deles dizia que chegar em casa era sempre uma surpresa - ele nunca sabia como estaria a casa, em que parede estaria o armário, o sofá, tudo. Mas nunca reclamou, e isto é algo que nunca agradeci a ele - aceitar este meu "bicho carpinteiro", que não me deixava quieta, que me fazia "cansar" da mesmice da decoração. E não, isto não mudou. Adoro trocar quadros, paredes, tapetes. Só que estas coisinhas custam $$$, e nas circunstâncias atuais... só posso mudar a decoração do blog. Até que chegue o presente que Andrey me deu!
=)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"Me faz um bolo que eu corto sua grama!"

Este é o título de um post muuuuito bom, de autoria de um colega de trabalho que não conheço pessoalmente mas que admiro muito (Sim, eu o contatei e pedi permissão para citá-lo! Não, eu não tenho isto por escrito!): o Luiz Henrique. O cara é "O" cara!! Andou me apresentando aí pra uma turminha bem interessante: crowdsourcing, crowdfunding. Não conhece??? E se eu falar de compras coletivas??? Arrah!!!!  Isso você conhece, não é mesmo???
Então, achei ótimo o título acima porque explica magistralmente do que trata este outro texto: consumo colaborativo. Ele conta que a TIME de 17/março/11  aponta esse movimento como uma das 10 ideias que irão mudar o mundo. Cita ainda, como referências no assunto, Rachel Botsman e Roo Rogers, autores do livro "What's Mine Is Yours: The Rise of Collaborative Consumption", que ganhou uma versão em português: "O que é meu é seu".
O tema não é novidade - novidade é a força que esta "volta às origens" está ganhando, como reforça muito  bem o Gilberto Dimenstein na Folha. A Época de 16/05/11 também traz uma reportagem sobre o assunto, com o divertido título "Tire suas tranqueiras do fundo do armário".
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Se tem um recurso do pc que eu gosto é "ctrl c + ctrl v"! A partir de agora, vou usá-lo generosamente, ok? Porque não vou conseguir ser mais pragmática do que o LH, nem chegar perto da genialidade com que aborda o assunto, dando um show de aula.
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"Em se tratando de contexto, quatro fatores contribuíram para a ascensão do consumo colaborativo:
1 – Uma  renovada crença na importância das comunidades;
2 – Uma torrente de redes sociais e de tecnologias em tempo real;
3 – Preocupações ambientais não resolvidas;
4 – Uma recessão global que chocou radicalmente hábitos de consumo.

Diante desse cenário, as pessoas começam a resgatar a viabilidade da boa e velha prática do escambo, do empréstimo com o vizinho. Só que agora sob um ponto de vista global, viabilizado pela tecnologia.
A lógica é a seguinte:
1 – para que ter uma furadeira, se eu a usarei por 20 minutos e o resto do tempo ela fica na caixa, ocupando espaço no armário, solitária, à espera de alguém que precise dela? E se alguém puder me emprestar quando eu precisar? Ou eu emprestar quando alguém precisar?
2 – por quê eu preciso comprar um DVD que quero assistir, se na maior parte das vezes o assistirei no máximo duas vezes? Será que alguém gostaria de trocar comigo? DVD infantil não vale!
3 – gosto de limpar o jardim, mas não gosto de cozinhar. Tenho tempo livre mas não tenho dinheiro sobrando. Vou dar uma festa, será que alguém pode fazer um bolo pra mim?

Após avaliar inúmeras situações como essas e as práticas que vem ocorrendo na web, Rachel e Rogers entenderam que o consumo colaborativo pode ser agrupado em três sistemas:
1 – Mercados de redistribuição: o produto usado é tirado de um lugar onde não é mais utilizado e levado para algum lugar onde ele é desejado. Isso prolonga o ciclo de vida do produto e colabora para a redução do lixo.
2 – Estilos de vida cooperativos: as pessoas compartilham dinheiro, habilidades e tempo.
3 – Sistema de serviços de produto: paga-se pelo benefício que o produto traz ao indivíduo. Geralmente com produtos com alta capacidade ociosa. É o caso das novas modalidades de aluguel de carros que ficam disponíveis em pontos da cidade.
Quer confirmar se isso é ou não uma realidade:
1 – Time Banks (www.timebanks.org): para cada hora que você gasta fazendo algo para alguém na sua comunidade, você ganha um “Time Dollar”. Então você tem um Time Dollar para gastar com alguém fazendo alguma coisa para você.
2 – Swap (www.swap.com): Swap.com é um mercado online que permite que você liste o que você tem e troque por algo que você queira (livros, jogos, música e filmes). Já são 1,9 milhões de pessoas cadastradas.
3 – Airbnb (www.airbnb.com): um local onde você pode alugar seu apartamento nos dias que você não está usando.

Enfim, esse é o modelo do consumo colaborativo (século 21) que, em contraposição ao modelo de hiper-consumo (século 20), migra de:
1 – Crédito para Reputação
2 – Propaganda para Comunidade
3 – Propriedade Individual para Acesso Compartilhado."

.
Lendo agora este post para minha filha Maya ouço o seguinte comentário: "mas isto é velho! Desde 2009 sou cadastrada no TeEmpresto, no TrocandoLivros e no LivraLivros." 
Pausa para reflexão.
Comento "mas isto é velho!" ou abordo o prazer de constatar que, além do gosto por sebos, brechós e afins, minha filha também herdou de mim (que megalomania a minha, porque ela não poderia simplesmente ter desenvolvido por si???) outros valores que considero importantes?
Nem um, nem outro. Melhor parar por aqui. Ainda tenho que responder o comentário da Marina, visitar seu blog, postar no Confidêntia, ler o post do Casuccio no Lupa (sim, mandei pro meu email pra poder ler em casa, impossível fazer isto na agência). Afff!
Então é isto. Apesar da segunda feira meio 'sexta feira treze', no frigir dos ovos, o dia foi bom.
Bem bom.
=D

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