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quinta-feira, 7 de julho de 2011
DIA 60 - A tentação do telemarketing!!!
"Alô, dona Lucemary???"
Esta foi a pergunta ao telefone, cerca de vinte minutos atrás.
Era a Luana, da Editora Globo, me informando que eu fui contemplada com valores reduzidos na minha campanha que já está liberada.
"Como assim, já está liberada? Não, eu não vou renovar a minha assinatura."
"Não, dona Lucemary, a sua campanha já foi liberada, eu só estou avisando que a senhora foi contemplada com valores reduzidos, a senhora vai investir apenas a quantia de R$54,90 e o restante a Editora Globo vai estar investindo para a senhora..."
PÁRA TUDO!!!!
Como pessoa bem chata que ando ultimamente, fiz questão de perguntar pra saber timtim por timtim:
1. Esta ligação está sendo gravada?
- Sim, está.
2. Minha assinatura vai ser renovada agora?
- Enrola, engasga, enrola... a sua campanha já foi liberada.
2. Luana, me desculpe, eu não entendi. Como assim, liberada?
- Na verdade eu faço parte da equipe de promoções, e estou informando a senhora que foi contemplada com benefícios e redução de preços, como desconto e isenção de taxa de entrega. E só vai estar investindo R$54,90! (Como é que eu podia até pensar em recusar isto????)
3. Luana, não, eu não quero renovar minha assinatura.
- A senhora não está entendendo, eu não sou da equipe de renovação...
...
Tá, meus caros, como eu não gravei a conversa, não sei ipsis literis tudo o que foi dito, mas em resumo:
* Minha assinatura (Marie Claire, Época, Casa e Jardim) acaba agora em junho (detalhe: fazem mais de três meses que só recebo a Marie Claire, e já reclamei).
* Pelo que entendi, foi renovada AUTOMATICAMENTE sem meu consentimento. Com débito no cartão de crédito (claro! com débito na conta corrente o assinante pode não ter saldo, cancelar...).
* Ela me ofereceu, no fim das contas: a renovação da Época, da Marie Claire, da Casa e Jardim mais uma revista mensal qualquer da editora Globo mais a revista Casa e Comida (que é bimestral), por um ano e três meses (até setembro/2012), por R$36,40 (apenas!!!).
* Ela esqueceu de citar que são DOZE contribuições de R$36,80, precisei garimpar isto a duras penas.
* Mas tudo bem. A pessoa dependente de revista, papel e cheiro de tinta aqui, quase sucumbiu. Sério, pessoas!!! Pensei, por mais de alguns segundos, em pegar o cartão e confirmar o número para autorizar. Aí pensei "putz, o que eu tô fazendo???? Vou jogar fora tudo o que estou aprendendo, melhorando, crescendo???"
Voltei ao telefone e disse que ela foi ótima (e foi mesmo!), mas que eu não aproveitaria a "oportunidade" oferecida. Ela, estupefata (!), não entendeu e perguntou o porquê. Expliquei, falei do meu ano sabático e disse que não sucumbiria à tentação. Pedi para cancelar a renovação - e descobri que ela não podia fazer. Pedi o telefone para cancelamento - e descobri que ela não tem acesso à este número. Cara, inacredítável! Mal deu tempo de dizer boa noite, e ela já tinha desligado, acredita????
Pois é. Tenho que ligar na editora Globo pra cancelar minha assinatura -ops, campanha renovada automaticamente.
sábado, 25 de junho de 2011
Dia 49 - "Vão-se os anéis..."
"Você precisa ver os anéis que estou vendendo! Um luxo, você vai amar!"
"Anéis? São uma das minhas perdições... tenho certeza que amarei mais de um, você tem bom gosto... por isto mesmo, não quero ver, obrigada."
"Ah, não, mas eu divido a perder de vista, não fica pesado, vou trazer!"
"Não, obrigada. Não posso comprar por um ano."
"Não vai comprar anéis por um ano? Imagina!"
"Não comprar anéis, acessórios, sapatos, roupas..."
"Imagina!!! Um ano sem comprar estas coisas, que mulher consegue isto??? Nenhuma!!!"
"Eu consigo. E conheço algumas outras que também conseguem."
"Fala sério!"
"Estou falando sério."
.
A conversa acima aconteceu ontem, no meu horário de almoço, no salão onde faço as unhas quinzenalmente. Quem convive comigo percebe que tenho um fraco (outro!) por acessórios, e anéis são o ponto fraco do meu ponto fraco - amo. Talvez por ter uma orelha rasgada, o que me impede de usar brincos. Imagina quem faz as minhas unhas, então? Claro que repararia nisto, e claro que me ofereceria. Coube a mim resistir, e foi muito bom não sentir sacrifício nesta atitude. Sobre (algumas) sensações e reflexões a partir daí:
1. Uma das coisas que aprendi nestes quase dois meses sem compras é que é muito melhor não me expor à tentação em demasia. Não isto, não quer dizer que não vou mais a shoppings, templos de consumo. Quer dizer apenas que não preciso ficar me testando sempre - principalmente com coisas que gosto muito. A experiência, dependendo do meu humor momentâneo, pode ser ruim. Então, não foi ruim nem mesmo olhar os anéis, falando sério - porque sei que me sentiria tentada. Anéis são algo que, definitivamente, não preciso. Não são absolutamente necessários.
2. Acho interessante dizer que não vou olhar, nem comprar, por estar em um ano sabático. Isto traz algumas reações bem legais: primeiro, a incredulidade de quem ouve - tanto com relação ao meu propósito como com relação ao sucesso dele. Segundo, as pessoas param de insistir, e isto é algo fantástico! Porque o bom vendedor desenvolve um feeling pra identificar os pontos fracos do cliente e a partir daí, usar a abordagem de maior efeito para sua venda. Mas também usa este feeling para detectar quando deve parar, ou respeitar o não do cliente. E é isto que tem acontecido comigo quando digo não.
3. A cada dia descubro mais e mais que compra tem muito mais a ver com carência, propaganda e atitude do que com a real necessidade de adquirir aquele bem. Este curto período de abstinência tem mostrado isto com uma clareza incrível! Todo o dia, em todo o lugar, a todo momento, tem uma propaganda mostrando algo novo (ou repaginado) essencial para sua vida. Ou sua satisfação. Ou sua felicidade. E a gente vai se deixando levar, acreditando que estas coisas são mesmo fundamentais para sermos felizes (breve escreverei um post sobre isto!). E se estivermos num momento carente, então? Fala sério! Olhar vitrines, experimentar coisas bonitas e escolher uma pra levar pra casa tem o mesmo efeito (fugaz, neste caso) de uma terapia - funciona que é uma beleza a curto prazo!!!! Mas a longo prazo... traz, por vezes, apenas mais um ítem pra se somar a uma pilha de outros desnecessários e não utilizados.
4. Por mais que pareça inacreditável para outras pessoas, que pareça hercúleo exercitar o 'não comprar', não é algo assim tão difícil. Verdade. É mais ou menos como começar uma dieta, ou a academia: é preciso uma carga de dedicação extra pra começar (a lei da inércia agindo), mas depois que nos acostumamos não é tão difícil assim continuar. E o melhor de tudo é que traz prazer, sensações de realização e satisfação.
Acho que agora vou procurar uma academia! =)
terça-feira, 14 de junho de 2011
Aventuras de uma semcartão nas terras do shopping
Antes de começar o post fui ao Michaelis conferir o significado da palavra que usamos muitas vezes sem tanta propriedade, masoquismo.
"2 por ext O que parece procurar sofrimentos físicos ou morais, como autopunição a ato de que seja culpado ou se julgue culpado."
Pois, pois. Amanhã é aniversário de uma colega de trabalho, e temos uma caixinha para comprar presentes de aniversariantes do mês, e lá fomos nós ao Mueller comprar o presente dela, eu, Andrey e Nei. Já comentei aqui que praticamos o transporte solidário, então tínhamos que ir os três.
Posso falar? Foi uma experiência torturante - e fascinante.
Primeiro, porque os meninos são uma delícia de pessoas, a maior paciência pra andar, olhar, opinar. Fomos de cara à Cia da Roupa, onde a aniversariante é cliente assídua. Gostamos de muitas coisas, algumas além do que podíamos pagar, outras aquém do que desejávamos, mas não chegamos a um consenso. Gente, umas lojas ótimas, coisas lindas, e esta pessoa aqui que não pode comprar quase surtando!!!! Fomos à Osmose, e compramos um lenço maravilhoso. Dali fomos à Tuteti, ah, God! De verdade? Foi o pior de todos os piores que eu podia imaginar! Lá tem coisas e coisinhas que eu piro, lenços, cachecóis, chapéus, boinas, luvas, acessórios, sapatos, aaaaaaaffffffffffffffff!!!! O Andrey só dizia "olha o foco, Lu, olha o foco!". Contei a história de "um ano sem compras" pras vendedoras, que adoraram a idéia mas me acharam muito corajosa. E compramos uma luva linda. Foi bem legal, viu? Dali fomos até a Balonê, onde terminamos as compras, como um broche dourado lindo, lindo.
Pensa que acabou? Não, não acabou, o pior está por vir.
Saindo da Balonê, dois carros da Citroen expostos: o C4 e o C3 Picasso vermelho. Gentemmmmmmm!!!! Pára tudo!!!! Quem me conhece sabe que não sou muito ligada a carros. Minha lista dos desejos em questão de carros é bem pitoresca: adoro o Beetle (amarelo), o Twingo (acho muito fofo!), o KA (modelo antigo), o Crossfox (amarelo), o Smart, o Mini Cooper, o Pt Cruiser, o 500, o Kia Soul... e hoje, uau, me apaixonei pelo C3 Picasso, fala sério! É lindo, confortável, alto, ai, ai... tá, chega.
Subindo as escadas estávamos a caminho da saída, o Andrey disse "ah, gente, eu preciso ver o ipad...". Entramos na a2you, e eu que não sou muito de novidades tecnológicas, fiquei babando, fala sério! O ipad entrou na minha lista de desejos... pra sabe Deus quando.
De dentro da a2you enxergo, do outro lado, "o melhor bolo de chocolate do mundo". Vocês sabem pessoas, adooooooro essas sacadas diferentes. É, é o nome da loja. E sim, é muuuuuuuuuuuuuuuuuito bom. Nossa, uau! E muito caro também, fala sério. Acabado? Não, não. Na saída passamos justamente onde? No corredor das revistas, affff!!!! E afffffff de novo, ai, ai, difícil, viu?
...
O que pensei que seria fantástico, aproveitar a oportunidade de usar a verba da equipe e dar vazão ao desejo reprimido de comprar foi, na verdade, uma experiência dolorosa. Não, definitivamente não sou masoquista. Doravante, prefiro repetir o menos possível.
"2 por ext O que parece procurar sofrimentos físicos ou morais, como autopunição a ato de que seja culpado ou se julgue culpado."
Pois, pois. Amanhã é aniversário de uma colega de trabalho, e temos uma caixinha para comprar presentes de aniversariantes do mês, e lá fomos nós ao Mueller comprar o presente dela, eu, Andrey e Nei. Já comentei aqui que praticamos o transporte solidário, então tínhamos que ir os três.
Posso falar? Foi uma experiência torturante - e fascinante.
Primeiro, porque os meninos são uma delícia de pessoas, a maior paciência pra andar, olhar, opinar. Fomos de cara à Cia da Roupa, onde a aniversariante é cliente assídua. Gostamos de muitas coisas, algumas além do que podíamos pagar, outras aquém do que desejávamos, mas não chegamos a um consenso. Gente, umas lojas ótimas, coisas lindas, e esta pessoa aqui que não pode comprar quase surtando!!!! Fomos à Osmose, e compramos um lenço maravilhoso. Dali fomos à Tuteti, ah, God! De verdade? Foi o pior de todos os piores que eu podia imaginar! Lá tem coisas e coisinhas que eu piro, lenços, cachecóis, chapéus, boinas, luvas, acessórios, sapatos, aaaaaaaffffffffffffffff!!!! O Andrey só dizia "olha o foco, Lu, olha o foco!". Contei a história de "um ano sem compras" pras vendedoras, que adoraram a idéia mas me acharam muito corajosa. E compramos uma luva linda. Foi bem legal, viu? Dali fomos até a Balonê, onde terminamos as compras, como um broche dourado lindo, lindo.
Pensa que acabou? Não, não acabou, o pior está por vir.
Saindo da Balonê, dois carros da Citroen expostos: o C4 e o C3 Picasso vermelho. Gentemmmmmmm!!!! Pára tudo!!!! Quem me conhece sabe que não sou muito ligada a carros. Minha lista dos desejos em questão de carros é bem pitoresca: adoro o Beetle (amarelo), o Twingo (acho muito fofo!), o KA (modelo antigo), o Crossfox (amarelo), o Smart, o Mini Cooper, o Pt Cruiser, o 500, o Kia Soul... e hoje, uau, me apaixonei pelo C3 Picasso, fala sério! É lindo, confortável, alto, ai, ai... tá, chega.
Subindo as escadas estávamos a caminho da saída, o Andrey disse "ah, gente, eu preciso ver o ipad...". Entramos na a2you, e eu que não sou muito de novidades tecnológicas, fiquei babando, fala sério! O ipad entrou na minha lista de desejos... pra sabe Deus quando.
De dentro da a2you enxergo, do outro lado, "o melhor bolo de chocolate do mundo". Vocês sabem pessoas, adooooooro essas sacadas diferentes. É, é o nome da loja. E sim, é muuuuuuuuuuuuuuuuuito bom. Nossa, uau! E muito caro também, fala sério. Acabado? Não, não. Na saída passamos justamente onde? No corredor das revistas, affff!!!! E afffffff de novo, ai, ai, difícil, viu?
...
O que pensei que seria fantástico, aproveitar a oportunidade de usar a verba da equipe e dar vazão ao desejo reprimido de comprar foi, na verdade, uma experiência dolorosa. Não, definitivamente não sou masoquista. Doravante, prefiro repetir o menos possível.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Sobre Anjos na nossa vida
Momento Um:
No dia 30 de maio a edição do Metro, jornal que leio todas as manhãs (é de graça, distribuído nos sinais do centro, de segunda a sexta), trazia em sua capa a seguinte notícia: "Mônica e Cebolinha assumem namoro", com uma foto dos personagens se beijando. Como assim, desde quando personagens do Maurício de Souza são manchete de jornal??? Não interessa - amo a turma da Mônica e do Cebolinha, assinei por mais de oito anos enquanto meus filhos eram pequenos. Guardei o jornal. Almoço com Maya:
"- Filha, você não acredita na manchete do jornal de hoje!!!"
"- Mãe!!!! A gente tem que comprar! Edição pra colecionador!"
"- Não posso, lembra? Este é um dos ítens da minha lista..."
"- Mas eu posso!"
"- Você tem dinheiro?"
"- Não, mas a senhora pode me dar..."
Claro que ela falou de brincadeira, não ia fazer uma proposta indecente assim pra boicotar meu propósito...
"- Mas não se preocupe, Maya. O Andrey vai comprar, e empresta pra gente."
"- Mãe, edição de colecionador..."
Retomamos a conversa algumas vezes, sempre com o argumento "ah, mãe, é de colecionador!"
Mas fiquei firme, resisti e persisti no meu intuito.
Momento Dois:
No Lupa, blog interno dos funcionários do banco, o post (magnífico) de ontem falava sobre anjos. Os etéreos, os de carne e osso, e as maneiras com que eles transformam nosso cotidiano. Lendo o texto fui relembrando os anjos que passaram pela minha vida, desde sempre - uma lista infindável, e se fosse citar aqui, talvez não coubesse. Talvez eu fosse injusta com algum. E lembrei, como nunca, o meu Anjo. Aquele que está ao meu lado em todas as horas, desde que me entendo por gente. Aquele com quem travei conversas infindáveis na minha infância, que me deu colo e aconchego, que acalmou minhas angústias, aquele que me dá a mão quando me sinto só e carente, o meu Anjo da Guarda.
E agradeci. Agradeci cada momento em que ele esteve em minha vida, protegendo, acalentando, cuidando. Agradeci tanto e sei, não foi ainda o suficiente. Deus age na minha vida através dele, sempre mais do que mereço - e meu Anjo é seu emissário.
Momento Três:
Sexta feira, três de maio. Dia punk na agência, muito movimento, todos os problemas do mundo juntos, clientes irritados, colegas faltantes, desnecessário desfiar o rosário de problemas. Quase três da tarde, vou pra fila do auto atendimento parar a máquina para abastecimento. São quatro terminais apenas na agência, paro um, faço a intervenção e o coloco em funcionamento novamente. Como acabei de colocá-lo novamente em operação, vou pro início da fila parar outro. A cliente se afasta do terminal, chego com o cartão e olho no painel, ela esqueceu uma revista. Coração na mão, putz, inacreditável!
"Moça, sua revista!"
"Não, não é minha."
"Meninas, é de vocês?" Pergunto a duas gêmeas adolescentes que aguardavam por ali há algum tempo.
"Não, não é."
Olho interrogativamente para as cinco ou seis pessoas na fila, e recebo uma coreografia de pescoços em sinal negativo.
Sem pensar, pego a revistinha e entro.
"Andrey, inacreditável! Parece mentira, adivinha o que esqueceram no auto atendimento???"
Pois é. Se não tivesse acontecido comigo, eu não acreditaria, fala sério. Parece coisa de filme, coisa armada, muita coincidência. Mas aconteceu comigo. O que fazer?
Entrego a revistinha para um dos vigilantes, vai pra caixinha de objetos perdidos, junto com documentos, óculos, chaves. Ah, mas e se o dono não aparecer... o que fazer???
No dia 30 de maio a edição do Metro, jornal que leio todas as manhãs (é de graça, distribuído nos sinais do centro, de segunda a sexta), trazia em sua capa a seguinte notícia: "Mônica e Cebolinha assumem namoro", com uma foto dos personagens se beijando. Como assim, desde quando personagens do Maurício de Souza são manchete de jornal??? Não interessa - amo a turma da Mônica e do Cebolinha, assinei por mais de oito anos enquanto meus filhos eram pequenos. Guardei o jornal. Almoço com Maya:
"- Filha, você não acredita na manchete do jornal de hoje!!!"
"- Mãe!!!! A gente tem que comprar! Edição pra colecionador!"
"- Não posso, lembra? Este é um dos ítens da minha lista..."
"- Mas eu posso!"
"- Você tem dinheiro?"
"- Não, mas a senhora pode me dar..."
Claro que ela falou de brincadeira, não ia fazer uma proposta indecente assim pra boicotar meu propósito...
"- Mas não se preocupe, Maya. O Andrey vai comprar, e empresta pra gente."
"- Mãe, edição de colecionador..."
Retomamos a conversa algumas vezes, sempre com o argumento "ah, mãe, é de colecionador!"
Mas fiquei firme, resisti e persisti no meu intuito.
Momento Dois:
No Lupa, blog interno dos funcionários do banco, o post (magnífico) de ontem falava sobre anjos. Os etéreos, os de carne e osso, e as maneiras com que eles transformam nosso cotidiano. Lendo o texto fui relembrando os anjos que passaram pela minha vida, desde sempre - uma lista infindável, e se fosse citar aqui, talvez não coubesse. Talvez eu fosse injusta com algum. E lembrei, como nunca, o meu Anjo. Aquele que está ao meu lado em todas as horas, desde que me entendo por gente. Aquele com quem travei conversas infindáveis na minha infância, que me deu colo e aconchego, que acalmou minhas angústias, aquele que me dá a mão quando me sinto só e carente, o meu Anjo da Guarda.
E agradeci. Agradeci cada momento em que ele esteve em minha vida, protegendo, acalentando, cuidando. Agradeci tanto e sei, não foi ainda o suficiente. Deus age na minha vida através dele, sempre mais do que mereço - e meu Anjo é seu emissário.
Momento Três:
Sexta feira, três de maio. Dia punk na agência, muito movimento, todos os problemas do mundo juntos, clientes irritados, colegas faltantes, desnecessário desfiar o rosário de problemas. Quase três da tarde, vou pra fila do auto atendimento parar a máquina para abastecimento. São quatro terminais apenas na agência, paro um, faço a intervenção e o coloco em funcionamento novamente. Como acabei de colocá-lo novamente em operação, vou pro início da fila parar outro. A cliente se afasta do terminal, chego com o cartão e olho no painel, ela esqueceu uma revista. Coração na mão, putz, inacreditável!
"Moça, sua revista!"
"Não, não é minha."
"Meninas, é de vocês?" Pergunto a duas gêmeas adolescentes que aguardavam por ali há algum tempo.
"Não, não é."
Olho interrogativamente para as cinco ou seis pessoas na fila, e recebo uma coreografia de pescoços em sinal negativo.
Sem pensar, pego a revistinha e entro.
"Andrey, inacreditável! Parece mentira, adivinha o que esqueceram no auto atendimento???"
Pois é. Se não tivesse acontecido comigo, eu não acreditaria, fala sério. Parece coisa de filme, coisa armada, muita coincidência. Mas aconteceu comigo. O que fazer?
Entrego a revistinha para um dos vigilantes, vai pra caixinha de objetos perdidos, junto com documentos, óculos, chaves. Ah, mas e se o dono não aparecer... o que fazer???
"Santo Anjo do Senhor,
se a ti me confiou a piedade divina,
sempre me guarda,
me rege,
me ilumina.
Amém."
domingo, 29 de maio de 2011
Existem supermercados. E existe o Záffari Bourbon!
Que me perdoem os baianos, mas que Perini, que nada.
Que me perdoem os goianos, mas que Empório Casarão, que nada.
Voltar a Porto Alegre depois de tantos anos tem um sabor nostálgico. Entre todas as lembranças que me assaltaram, e que hão de render muitos posts, o Záffari era um capítulo à parte. E o Záffari Bourbon, que eu não conhecia e que fica há apenas duas quadras da casa de Cloé, é inenarrável.
Não vou nem falar de tudo o que ele tem, porque não andei por todo ele. Estou num ano sabático, lembra? E sou só “meio” masoquista – não quis ficar olhando utilidades domésticas, DVDs, plantas, besteirinhas. Fomos apenas à parte alimentícia do super. E foi, ainda assim, uma grande tentação.
Seção de queijos: todos os tipos, de inúmeras marcas, tamanhos, origens. De leite de cabra, de leite de búfala, de leite de vaca. De soja. Diversos preços. A gente se perde.
Seção de verduras e legumes, putz! Nunca, em toda vida, vi tantos cogumelos de tantos tipos e tamanhos e espécies variadas num só lugar. Legumes em miniaturas, cenouras, berinjela, milho. Salsão, aipo, alho poro. Alface crespa, lisa, roxa, americana. Folhas, temperos, frescos, verdes, orgânicos, hidropônicos, comuns. Vegetais lindos, exuberantes, luxuriantes.
Padaria, ai, Deus! Folhados, quantos? Me perdi. Tortas, doces. Pães. Sete cereais, outras ervas, parmesão, gergelim, integral, com queijo, com ricota, com calabresa, com... putz, sei lá com o que mais. Bolos, pães doces, biscoitos.
Pratos prontos, individuais, pra família, ligths, orgânicos, diets, integrais, veganos. Infindáveis opções, sabores, espécies.
Doces de Pelotas, doces portugueses, doces... de todos os tipos, e cores, e texturas, e sabores.
Azeites. Gregos, espanhóis, argentinos, portugueses, italianos.
Vinhos. Brasileiros, italianos, chilenos, argentinos, uruguaios, brancos, frisantes, tintos, roses, moscatel, pinot noir, cabernet, caros, muito caros, baratos, razoáveis.
E consegui sair de lá apenas com as compras pro risoto no carrinho. Arroz, cebola, tomates maduros, pimentão, peito de frango pelado e desossado, azeitonas, milho, ervilha – congelada, que é muito mais saborosa do que a enlatada. Rúcula e alface americana pra salada. Batata palha e queijo parmesão pra acompanhar. Um bom vinho, preço justo, pra comemorar Porto Alegre, Cloé, a amizade. Pimenta biquinho, provolone e gorgonzola pra beliscar com o vinho. E um delicioso mousse de chocolate pra sobremesa.
Comprei mais do que o necessário? Claro que não! Inclusive considerando que minha proposta não é, nem de longe, jejum. Ou me privar do que gosto gastronomicamente. Não vou gastar mais do que o usual, óbvio. Não vou experimentar nada exótico (se bem que isso sempre fiz, e não incluí no meu propósito). Não vou me tornar frugal e minimalista. Olhei diversos doces, e biscoitos, e chocolates, e temperos. E não comprei nada além do necessário pra noite de ontem e o almoço de hoje. Consegui resistir ao Záffari, e vou te contar: nem eu mesma acreditava nisto.
=D
terça-feira, 17 de maio de 2011
Dia nove
Treinamento em gestão de TAA, o dia todo.
Saindo mais cedo, caminhada pelo centro.
Frio em Curitiba.
Nas vitrines jaquetas, casacos, luvas, botas, cachecóis.
Ai, ai.
Saindo mais cedo, caminhada pelo centro.
Frio em Curitiba.
Nas vitrines jaquetas, casacos, luvas, botas, cachecóis.
Ai, ai.
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